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Charles A. Munn, PhD.


Munn formou-se em Princeton (bacharelado em biologia, Summa cum laude, 1977), Oxford (MSc Zoology 1979) e Princeton (PhD en Evolução e Ecología 1984). Sua pesquisa de campo foi sobre bandos de pássaros de espécies mistas da floresta amazônica, que são as assembleias multiespécies mais complexas da Terra. Este trabalho levou à descoberta de aves sentinelas mentirosas. Munn publicou essa descoberta no artigo“Birds that “Cry ‘Wolf!”), publicado na revista NATURE em 1986 e apresentado no New York Times e depois em livros de comportamento animal em todo o mundo.


De 1984 a 2000, Munn foi cientista de campo da New York Zoological Society, pesquisando araras e ariranhas na Amazônia Peru, Bolívia e Brasil, e no Pantanal brasileiro. Em 1998, a abordagem de três frentes de Munn de pesquisa com araras, criação de parques e ecoturismo para proteger esses parques foi escolhida por um importante livro de biologia da conservação como o melhor exemplo do mundo de biologia da conservação aplicada e completa.

 

Em 1985, enquanto pesquisava araras em barrancos de argila no Peru, Munn descobriu uma nova espécie de pássaro para a ciência, o “Periquito da Amazônia”, Nannopsittaca dachilleae. Ele então o nomeou em homenagem à principal jornalista ambiental do Peru, Barbara D’Achille, que em 1989 foi morta por guerrilheiros do Sendero Luminoso nos Andes.

 

Em 1987, Munn atuou como diretor da pesquisa de campo do Governo Brasileiro, World Wildlife Fund, e CITES sobre a arara-azul, o que levou à proibição global do comércio dessa espécie, que desde então se recuperou para populações selvagens viáveis. Durante esse trabalho, Munn se disfarçou, fingindo ser um comprador internacional de araras, descobrindo assim informações sobre redes de comércio do mercado negro que destruiram essas redes de trafego illegal.


Durante este trabalho secreto, o WWF enviou Munn para o Paraguai, onde ele se fez passar por comprador de arara e, assim, encontrou as duas últimas ararinhas de Spix selvagens (agora extintas na natureza) e informou o WWF, que então trabalhou com o Governo Brasileiro e o Governo Paraguaio para fazer uma busca e apreençao na casa do contrabandista, onde recuperaram as aves para conservação. As aves viajaram em primeira classe na Varig Airlines de volta ao Brasil e entraram em programas de reprodução em cativeiro. Em 2009, um desses dois pássaros se tornou o orgulhoso pai de filhotes saudáveis criados em cativeiro. Até hoje, o trabalho de Munn para recuperar as últimas araras selvagens do mundo continua sendo um segredo bem guardado.


Em 1992, Munn ajudou a aprovar a Lei de Conservação de Aves Selvagens dos EUA, que proibiu a importação para os EUA de aves exóticas capturadas na natureza.


Em 1992, Munn foi o primeiro cientista da história a descobrir a localização selvagem da extremamente rara Arara-de-garganta-azul, que com apenas 100 aves nas selvas do norte da Bolívia, é uma das aves mais ameaçadas do mundo. Na época, essa arara impressionante foi descrita apenas a partir de peles de 1888 e depois nas décadas de 1970 e 1980 de aves vivas em coleções de reprodução de araras nos EUA e na Europa. Em 1992, ainda nenhum cientista havia visto a espécie na natureza, e a espécie era considerada extinta antes mesmo de ser localizada na natureza para esforços de proteção. Em 1992, Munn resolveu esse mistério ornitológico de 100 anos fingindo ser um homem avançado para uma equipe de filmagem da BBC e, assim, descobriu um caçador de arara que lhe mostrou aquela arara extremamente rara nas selvas dos “Llanos de Moxos”, um extenso, habitat semelhante ao Pantanal do norte da Bolívia.


Em 1993, Munn prestou depoimento nos EUA em um processo federal que levou à condenação e prisão de Tony Silva, um grande contrabandista de pássaros de Chicago, EUA. Como resultado, o Sr. Silva cumpriu sete anos na prisão federal dos EUA por sua importação cruel e ilegal para os EUA de centenas de araras-azuis do Pantanal do Brasil.

 

Entre 1986 e 1998, Munn criou um grupo sem fins lucrativos de direitos indígenas na Amazônia peruana, arrecadando US$ 1,2 milhão que criou um mosaico de um milhão de hectares de áreas protegidas compostas por terras tituladas para indígenas e novas unidades de conservação. O objetivo era proteger o flanco ocidental vulnerável da principal reserva amazônica do Peru, o Parque Nacional Manu.


Em 2000, Munn mudou de rumo para se concentrar no desenvolvimento de modelos replicáveis de ecoturismo para salvar a floresta amazônica e o Pantanal.


De 1985 a 2000, Munn formou e liderou equipes que criaram 6 milhões de hectares de novos parques amazônicos, uma área equivalente a 7% do Estado de Mato Grosso. Seu trabalho na Amazônia e no Pantanal produziu 30 pousadas, a maior rede de ecolodges de floresta tropical do mundo. Entre eles estavam os três bem-sucedidas pousadas de propriedade de indígenas da Amazônia.  Em 2019, o mosaic de 1,4 milhoes de hectares de parques criado por Munn em Tambopata, Peru, recebeu 500.000 pernoctacões de turistas estrangeiros, o maior concentração de turismo na Amazônia. 


Nos últimos 16 e 11 anos, respectivamente, Munn liderou o crescimento conspícuo do turismo de conservação de onça-pintadas no Pantanal Brasileiro de onças-pardas na Patagônia chilena. Desde 2013, Munn é a operadora no Brasil da “Naturetrek”, com sede no Reino Unido, a maior empresa de turismo de vida selvagem da Europa, mostrando onças selvagens para milhares de convidados de todo o mundo. Em 2020, as 75 onças-pintadas que vivem na “Jaguarland” (que representa apenas metade de um por cento do Pantanal) estão gerando 50 milhões de dólares de novas receitas para o Brasil a cada ano, e criaram 1.000 novos empregos.


Desde 2015, Munn conservou e exibiu simultaneamente ninhos da maior águia do mundo, a harpia, na Amazônia brasileira. Em Abril 2022, o projeto está protegendo 35 ninhos de Harpia e instala cuidadosamente torres de observação temporárias para permitir que os fotógrafos silenciosos tirem fotos garantidas de 30 metros ou menos com um fundo verde. Em Abril de 2020, este trabalho de conservação da águia Harpia foi apresentado online pela National Geographic

https://www.nationalgeographic.com/animals/2020/04/saving-worlds-largest-eagle/


e este mesmo artigo apareceu na edição impressa de Outubro de 2020 da National Geographic Magazine.


Em Junho de 2020, após três anos de trabalho de campo meticuloso nas florestas da Nova Inglaterra, Munn revelou a primeira visão garantida do mundo de linces selvagens, bem como a primeira visão privada e garantida de ursos negros americanos selvagens. Nossos locais de teste estão localizados a apenas duas horas da cidade de Nova York.

 

O trabalho de Munn foi amplamente apresentado em documentários de TV vencedores do Emmy, duas matérias de capa na National Geographic Magazine, The Daily Telegraph, The Independent on Sunday, Financial Times, TIME, NEWSWEEK, New York Times, Bloomberg Pursuits e dezenas de outras revistas. A Condé Nast Traveler escolheu um lodge Munn como o principal destino de vida selvagem em toda a Amazônia.


Atualmente, Munn é a única pessoa no mundo que garante a visualização privada de alta qualidade na natureza completamente selvagem de qualquer um dos seguintes animais carismáticos:


Onças-pintadas no Pantanal brasileiro

Onças-pardas no Chile patagônico

Jaguatiricas no Pantanal brasileiro

Bobcats (Lynx rufus) em um local privado a apenas duas horas da cidade de Nova Iorque

Black Bears em locais privados a 2 h da cidade de Nova Iorque

Castores da América do Norte em locais privados a 2 h de Nova Iorque

Ariranhas em oito locais diferentes no Brasil, Peru, Bolívia.

Lobos Guará no Nordeste do Brasil

Macacos pregos (S. libidinosus) que usam ferramentas no nordeste do Brasil (Munn descobriu        em 2002, e saiu na revista National Geographic em 2003)

Condores andinos vistos desde acima e também visto desed só 8-15 metros, numa propriedade privade na Patagonia chilena.

Harpias na Amazônia brasileira


Em 1994, a revista TIME escolheu Munn como um dos 100 jovens líderes do planeta, um dos três únicos ambientalistas. A lista incluía Bill Gates e Condoleezza Rice, entre outros.


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